O que é hemoterapia e como você pode trabalhar na área?

Hemoterapia: saiba o que é e como trabalhar na área.
Hemoterapia: saiba o que é e como trabalhar na área.

Ato de solidariedade e cidadania, a doação de sangue é a primeira etapa de uma ciência que salva vidas: a hemoterapia.

A área estuda o uso do sangue humano e seus componentes para utilizá-los de forma terapêutica, prevenindo e tratando casos de coagulopatias, hemorragias e anemias decorrentes de doenças.


Doenças onco-hematológicas

  • Leucemias agudas e crônicas.
  • Linfomas de Hodgkin e não Hodgkin.
  • Mieloma múltiplo.
  • Síndrome mielodisplásica.


Doenças hematológicas

  • Aplasia medular ou anemia severa.
  • Anemia de Fanconi.
  • Hemoglobinapatias: anemia falciforme e talassemia.

No entanto, para a hemoterapia atuar são necessários dois elementos fundamentais: o doador e o “sangue total”.

E para que o sangue doado chegue com qualidade aos pacientes, ele passa pelo que é conhecido como ciclo do sangue.

O ciclo inclui etapas e setores, do cadastro à transfusão. Confira:

 

  1. Cadastro: Registro do doador em sistema informatizado.

  2. Pré-triagem: Aferição dos sinais vitais do doador, como pressão arterial, pulsação e temperatura corporal, verificação de peso, altura e teste de anemia.

  3. Triagem: Entrevista sigilosa com um profissional da área para garantir a segurança do receptor (paciente) e do doador.

  4. Coleta: Local adequado para realização da coleta em bolsas de sangue total e com todos os materiais estéreis e descartáveis.

  5. Fracionamento: Separação dos hemocomponentes do sangue total por centrifugação e produção de concentrados de hemácias, concentrados de plaquetas e plasma fresco congelado, cada componente com uma função e um uso determinado por indicações médicas.

  6. Imuno-hemato: Laboratório que realiza testes no sangue para verificar tipos sanguíneos.

  7. Sorologia: Laboratório que realiza exames para pesquisar doenças transmissíveis pelo sangue (sífilis, hepatite, doença de Chagas, Aids, HTLV 1 e 2).

  8. Armazenamento: Após passar com qualidade por todas as etapas anteriores, os hemocomponentes são enviados para uma agência transfusional, que atende a pedidos médicos, resultando na fase final do ciclo: a transfusão do sangue ao paciente.

 

A hemoterapia conta com enorme abrangência, participando ativamente da biotecnologia. Essa participação se dá com atuação nos bancos de cordão, coletando, processando e realizando os transplantes de células-tronco.

A área é fascinante por sua importância para a saúde humana. E é preciso ser técnico ou especialista para trabalhar nela.


Veja o perfil de cada função da Hemoterapia:

 


Técnico

Especialista

Formação
Curso técnico de nível médio. Graduação em curso da área de saúde
com pós-graduação em hemoterapia.
 

Atribuições

Captação, triagem clínica, epidemiológica e sorológica dos doadores, coleta, processamento, controle, armazenamento, expedição e infusão de hemocomponentes, provas sorológicas e imuno-hematológicas. Procedimentos técnicos, análise e liberação de resultados, preservação da qualidade de equipamentos, insumos, hemocomponentes e hemoderivados.

Possibilidades de atuação

 

Bancos de sangue, hospitais, clínicas e laboratórios especializados em hematologia terapêutica, bancos de cordão umbilical, placentários e de medula óssea, laboratórios de análises clínicas, empresas e serviços da área diagnóstica e de biotecnologia, produção de hemoderivados, instituições educacionais e de pesquisa. Bancos de sangue, de medula óssea e de cordão umbilical, clínicas especializadas, hospitais e laboratórios de análises clínicas, indústria e comércio de produtos biológicos, produção e controle da qualidade de hemocomponentes, hemoderivados, produtos, reagentes e insumos (prestação de serviços e produção de pesquisas) e área educacional.

Estimativa de remuneração inicial

 

De R$ 1.700,00 a R$ 2.500,00 De R$ 3.000,00 a R$ 6.000,00

 

Nos dois casos, é fundamental que o profissional acompanhe a evolução do setor participando de cursos, workshops, jornadas e congressos.

Colaboração:
Anderson Soares, docente de hemoterapia do Senac Tiradentes.

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