Ah, a concordância, sempre causando

concordancia

“Nós vai” é fácil, não existe. Mas, e quando o texto fala de porcentagem e fração? Como sair dessa?

Essa diversidade confere beleza à nossa língua e explica porque a gente tem tanta dúvida. Para eliminar as mais comuns, a coluna de hoje fala da concordância verbal. Dê uma olhada.

Matemática
Como que a gente faz quando o sujeito da frase aparece na forma de porcentagem ou fração?

No primeiro caso, o verbo concorda com o sujeito. Se esse está no singular, o verbo vai para o singular. Se o sujeito é plural, o verbo acompanha. Veja:

  • Cerca de 70% dos alunos compareceram.
  • Mais de 80% da classe respondeu à questão.

Mas, se o sujeito está antes da porcentagem e o substantivo faltou, a coisa muda e a concordância passa a atender ao número:

  • Dos alunos, cerca de 70% compareceram.
  • Da classe, mais de 80% responderam à questão.

O mesmo acontece quando o verbo se coloca antes do número:

  • Compareceram cerca de 70% dos alunos.
  • Responderam à questão mais de 80% da classe.

Já se o sujeito é uma fração, a concordância sempre segue o valor expresso pelo número:

  • Um quarto dos alunos tirou a nota máxima.
  • Dois terços da classe preferiram fazer trabalhos em grupo.

Sempre use o singular quando encontrar “parte de”, “uma porção de”, “metade de”, “a maioria de”, “a maior parte de”, “grande parte de”, “um sem-número de”. Por exemplo:

  • A maioria dos professores assistiu à palestra.

Agora, quando o pronome relativo “que” aparece, veja como concordar:

  • A maioria dos professores que assistiram à palestra não fez perguntas.

Para entender melhor essa lógica, inverta a posição dos fatores:

  • Dos professores que assistiram à palestra, a maioria não fez perguntas.

Bom, pessoal, bateu o sinal e a aula acabou (ufa!). No futuro, a gente volta ao assunto e explica mais algumas situações. Até lá!

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