Como é a faculdade de modelagem do Senac? Dois alunos respondem!

Uma aluna da faculdade de modelagem do Senac e um ex-aluno, já formado, revelam em uma entrevista ao Blog os principais destaques do curso.

wand
Wanderley

Wanderley Carlos da Silva, 37 anos, é formado na faculdade de modelagem do Senac e trabalha como modelista na Generalle, empresa do setor de vestuário cujo principal cliente é a rede de lojas de departamento C&A. Mas ele não é único profissional na engrenagem desse negócio. Wanderley integra uma equipe de modelagem.

 

Natasha Mohor Iwanura
Natasha

Natasha Mohor Iwanura, 30 anos, é aluna do sétimo período da faculdade de modelagem do Senac. Proprietária da rede Canal Store, que trabalha com confecção própria e vende peças multimarcas, ela administra o negócio com a família, coordenando a linha de roupas de marca própria desde o processo da criação e modelagem até a aprovação no ponto de venda.

 

Como você escolheu fazer a faculdade de modelagem?

Wanderley – Depois de me formar no Ensino Médio, esperei um ano para decidir o que faria. Eu trabalhava em uma empresa de produtos agrícolas como vendedor e minha chefe, na época, me disse: “você gosta de moda, por que não faz um curso? Tem um Senac aqui na Lapa. Informe-se lá”. Fui, fiz o vestibular, passei e fiquei superfeliz.

Mas você não teve dúvidas entre cursar modelagem ou estilismo?

Wanderley – Sim, claro. Até porque eu só descobri que existiam essas duas especializações no Senac. E na hora de fazer a matrícula, não tinha vaga para o curso de estilismo. Acho que isso foi um sinal e me matriculei em modelagem. Aliás, eles me informaram que, se houvesse desistência, eu poderia migrar de curso. Depois de um mês estudando, apareceu uma vaga e me perguntaram se eu iria querer mudar. Não pensei duas vezes e respondi: “não, já sei que o que eu quero mesmo é ficar aqui. Quero ser modelista!”

E o que te encanta nessa profissão?

Wanderley – Acho incrível saber fazer a peça, tirar aquela ideia da cabeça e tornar realidade o desenho do estilista, isso é minha cara!

Quais são os pontos altos do curso?

Wandeley – Os bons professores e o material didático, que é muito rico em conteúdo.

E para você?

Natasha – Acho que o ponto forte é a abertura que a coordenação tem com os alunos. Eu, inclusive, sou da primeira turma da grade nova, que mudou há três anos e mistura muito mais criação e estilo. Essa flexibilização dos dois focos faz com que os professores possam ser ainda mais abertos e propicia mais diálogo entre as turmas e os alunos. Faculdade nenhuma tem isso.

O que você acha dos professores?

Natasha – Ah, outro destaque, sem dúvida, são os professores. Muitas vezes, somos desafiados com propostas de trabalhos complexos, o que eu acho muito bom. Vários deles foram muito importantes para mim. Juliana Queiroz, Isamara Freire, Rogério Simões, Mitiko Medeiros, Daniela Belschansky, Viviane Kozesinski, entre muitos outros. Inclusive o professor José Luiz, de estilismo, também ajuda bastante o pessoal de modelagem quando precisamos desse outro olhar.

Como o curso forma o aluno para o mercado?

Wanderley – Acho que principalmente pelas aulas práticas. Aprendemos a mexer na máquina de costura, a fazer as nossas peças – ou seja, as peças que os próprios alunos modelaram. É uma realização poder ter essa construção do jeito que você imaginou. Isso não tem preço.

E o que você considera fundamental na formação de modelagem do curso?

Natasha – Estudar geometria é essencial. Se você não entende isso, não tem como fazer cálculo. Sem contar que esse conhecimento desenvolve um olhar mais técnico para poder planificar em molde um corpo que é tridimensional e, muitas vezes, assimétrico. Isso incentiva a imaginação, pois é preciso enxergar o corte das modelagens, assim como vê-las em perspectiva. Além disso, aprendemos, por exemplo, a fazer a modelagem em cima do nosso próprio corpo utilizando a técnica da burragem, na qual fazemos um busto com fita isolante. Todo esse conhecimento ajuda a entender a confecção da roupa.

Com o que os alunos da sua turma querem trabalhar?

Natasha – Acho que muita gente quer ir para a indústria, trabalhar com produção em série. Eu tenho interesse em ateliê, na modelagem sob medida.

Você sente que o curso te ajudou em relação ao negócio que você coordena com a sua família?

Natasha – Graças ao curso, consegui assumir a produção do meu negócio de uma forma mais prática e com foco no lado administrativo. Eu frequento muito a fábrica, há uma sequência de produção, de corte, de acabamento: estar atento a isso é algo bem importante, assim como a própria gestão do negócio. E, de fato, o Senac dá base para essas duas vertentes.

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