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Paisagismo e jardinagem andam juntos no mercado de trabalho

Aproveite e conheça, agora, como as duas formações se complementam para construir as paisagens de ambientes internos e externos.

paisagismo e jardinagem se complementam
Paisagismo e jardinagem formam uma dupla que garante beleza e harmonia aos espaços verdes.

 

Você sabe como se dá a conexão e o resultado do trabalho das áreas do paisagismo e jardinagem?

Com certeza, sim. Você pelo menos deve aproveitar um pouco das obras que profissionais dessas áreas realizam.

Quem não curte passear por áreas verdes como praças, parques, ou até parar em jardins de prédios, igrejas, aeroportos, museus, por exemplo, para ter contato com a Natureza…

É um passeio bem agradável, que ajuda a renovar as energias. Portanto, como não gostar desses lugares, não é mesmo?

Mais do que listar as diferenças entre essas profissões, vamos mostrar a semelhança e o que acontece quando as áreas de paisagismo e jardinagem andam juntas. Para começar, ambas já partem do mesmo objetivo: criar paisagens para as pessoas.

Você consegue imaginar como flores e folhagens formam, harmoniosamente, esses locais lindos, agradáveis, proporcionado uma atmosfera de bem-estar?

Então, prepare-se, que vamos desvendar isso.

Isso é possível por causa de profissionais que atuam com paisagismo e jardinagem, e, apesar de funções específicas, têm em comum a habilidade de lidar com vegetações e terra – suas principais matérias-primas.

Quem trabalha como paisagista pensa em como transformar o espaço em paisagem, projetando onde, como e o que vai ser plantado.

Fica a cargo do jardineiro, ou da jardineira, pôr a mão na massa, ou seja, executar todas as ideias sugeridas.

 

Tudo começa assim

 

Arquitetura, paisagismo, engenharia e design de interiores trabalham em parceria nos projetos.

 

Contratação de paisagista é feita, na maioria das vezes, por profissionais de arquitetura, engenharia civil, design de interiores, para trabalharem em parceria, ou seja, para projetarem e transformarem uma determinada área em paisagem.

Mas nada impede que o contato de trabalho seja feito direto – cliente e você.

A solução chega depois que o paisagista, ou a paisagista, entende as necessidades das pessoas que vão usar os ambientes, e também as possibilidades de intervenção que podem ser realizadas nos espaços.

A ideia é unir o útil ao agradável, sempre com muito bom gosto e conhecimento.

A primeira ação de quem faz o paisagismo é levantar o perfil da pessoa que vai usar os ambientes, como são seus sentimentos, suas emoções, qual a sua conexão com as plantas, se gosta de cuidar delas, por exemplo.

É necessário identificar ainda a cor e preferência de plantas. Buscar, afinal, entender o seu jeito de ser. Interessante, né?

A segunda ação é descobrir como essa pessoa se relaciona com o espaço, se tem costume de mudar as plantas de lugar, por exemplo. Essa análise está relacionada à área.

Em boa parte dos casos, o paisagista, ou a paisagista, se debruça sobre as bases arquitetônicas para desenhar, com criatividade, o projeto, que, por fim, é avaliado por quem contrata o serviço.

Pronto! Projeto aprovado, entra a etapa da execução e do gerenciamento da obra.

É a hora de fazer a planilha orçamentária do paisagismo, com a contratação de fornecedores, a compra de espécies vegetais, terra, etc.

 

Paisagismo e jardinagem em ação conjunta

 

Quem atua com jardinagem colocam em prática conhecimentos sobre plantas, solo e clima.

 

Chegou a hora de montar a equipe que vai fazer a mágica!

Quem faz a jardinagem reúne ajudantes para estudar e assimilar o projeto de paisagismo, antes de começarem a dar vida ao projeto.

É o momento de aplicar os conhecimentos técnicos que têm sobre tipos de plantas, solo, clima para montar os canteiros da obra. Sempre com a orientação do paisagista, ou da paisagista.

Uma boa parte acumula essa sabedoria por experiência vivenciada ao trabalhar com pessoas mais velhas.

Típica situação em que o conhecimento é passado de pai para filho ou filha. Além disso, tem quem aprenda esse ofício em cursos de curta duração para atuar na área.

Essa turma também faz a poda e muito mais para manter a beleza e a saúde das plantas e flores.

Bagagem é tudo, não tem jeito

Para chegar até aqui – principalmente atuar com profissionais de outras profissões –, o paisagista, ou a paisagista, precisa ser craque, conhecer técnicas e dominar muitas outras coisas, como:

  • Ferramentas de desenho;
  • Botânica;
  • Estudo das plantas;
  • Solos;
  • Clima;
  • Iluminação;
  • Tendências que surgem cada vez mais no paisagismo, como jardim vertical, telhado verde, horta caseira, urban jungle – que de modo geral são técnicas para aproximar as pessoas da Natureza, principalmente nos grandes centros.

Lembrando que se não tiver esse conhecimento, põe tudo a perder em relação ao bem-estar de quem vai usar o ambiente.

Imagine a situação

Se por falta de informação, o paisagista, ou a paisagista, indica Comigo Ninguém Pode, uma planta venenosa, para uma área externa onde circulam crianças e animais domésticos, ele coloca em risco a vida deles.

Calcule o perigo. E saiba que essa planta é muito usada no paisagismo doméstico.

Dessa forma, ponto para quem tem formação técnica! 

Inclusive, quem tem conhecimento extrai muitas funcionalidades importantes das plantas, que são poderosas:

  • Arbustos podem abafar o ruído da rua e possibilitar uma proteção acústica boa no ambiente;
  • Algumas árvores podem vedar uma janela ou fachada de um ambiente para evitar o Sol mais intenso em determinados momentos do dia;
  • Determinada vegetação pode barrar o vento e proteger uma casa.

 

Conheça 3 benefícios no trabalho entre paisagismo e jardinagem

 

O paisagismo pode fazer a diferença tanto em espaços públicos como dentro de casa.

 

O trabalho dessas áreas vai muito além da beleza e pode ser aplicado em várias frentes, atingindo bons resultados para melhorar a qualidade de vida das pessoas nos espaços públicos e nas próprias casas.

Separamos alguns desses benefícios:

1 – Conexão com a Natureza

As plantas dentro de casa e apartamento resgatam um meio natural que se perdeu com tantas edificações. O contato com as paisagens internas ajuda as pessoas a relaxarem e extravasarem da correria do dia a dia.


2 – Sustentabilidade

Há paisagistas que têm conhecimento específico para projetar composteira, que recicla e transforma alimentos orgânicos descartados em fertilizantes para plantas.

O projeto das hortas caseiras também é importante. Muitas pessoas valorizam uma alimentação saudável, sem o consumo de qualquer agrotóxico. Bem compreensível.

 

3 – Energia e proteção

Paisagismo e jardinagem utilizando Lavanda: beleza, aroma e frescor.

 

Algumas linhas do paisagismo e jardinagem trabalham, além da estética, a reconexão com a Natureza mais a harmonização energética.

Com o apoio da cultura popular, algumas plantas são eleitas com a finalidade de proteção, tirar olho gordo, etc.

Lembra do tempo da sua avó?

Na lista de plantas para atingir a proteção, entra Arruda, Espada de São Jorge, de Santa Barbara, e até Mandacaru, que é escalada para ficar na frente das casas.

São os espinhos que capacitam essa planta como uma guardiã da casa.

Flores como a Lavanda, por exemplo, trazem frescor, beleza, tranquilidade e um aroma especial para o ambiente. Sentiu até o cheiro, né?

 

A busca pela formação

Uma formação consistente é o que dá segurança profissional para atuar no paisagismo e na jardinagem.

Para construir uma carreira no paisagismo, por exemplo, você pode seguir um itinerário. Concluir os cursos de Assistente de Paisagismo e Supervisor de Jardinagem, para adquirir qualificação técnica de paisagista.

Não existe uma ordem rígida para se fazer esses cursos. Apesar de se complementarem, são independentes.


Assistente de Paisagismo, 530 horas de duração

Ganha habilidades de como fazer desenho à mão, por computador, reconhecimento sobre tipos de plantas, espécies de vegetação, botânica, etc.

Passa a conhecer como fazer projetos, planilhas para compras, contratação de fornecedores, cronogramas de acompanhamento e gestão de obras.

Pode atuar e desenvolver projetos de paisagístico por conta própria, por exemplo. Notícia boa!

Supervisor de Jardinagem, 362 horas de duração

Essa formação complementa a de assistente. Ensina desenho básico, etapas de desenvolvimento de projeto, acompanhamento de obra.

Você adquire conhecimento sobre tipos de plantas, botânica, ferramentas de acompanhamento e gerenciamento dos processos de implantação do jardim.

Por exemplo: além de noções básicas de como projetar, você também aprende usar planilha, a comprar, contratar um fornecedor, montar um cronograma de obra, entre outros.

Com essa aprendizagem, você tem condições de atuar como assistente de paisagista.

A qualificação técnica, adquirida com a união desses dois cursos, é muito mais focada no mercado de trabalho. É uma preparação para você atuar rapidamente como paisagista.

Esse é o caminho para quem deseja construir uma carreira de paisagista, se especializar na área depois de fazer Jardinagem, Arquitetura, Engenharia, Agronomia, Design de Interiores, Botânica ou de qualquer pessoa interessada na profissão.

As graduações não são especificas, nem tão voltadas para o segmento. Acabam sendo mais acadêmicas, generalistas e com duração mais longa.

Então, atenção ao montar o seu itinerário formativo para se tornar paisagista.

 

E onde atuar?

 

Paisagismo e jardinagem e as diferentes formas de atuação profissional.

 

As práticas do paisagismo e jardinagem estão presentes em ambientes externos e internos, em projetos que vão desde a construção de uma cidade até o interior de uma casa.

As paisagens estão em áreas comuns de prédios residenciais, comerciais, hospitais, museus, empresas, aeroportos, casas, apartamentos e em espaços públicos, como praças, parques, bibliotecas.

Projetos para esses locais são realizados por profissionais com formação técnica ou especialização em paisagismo.

A atuação pode ser em escritórios de paisagismo, arquitetura, engenharia, e até mesmo em órgãos públicos para criar a paisagem das cidades.

E mais: você pode dar aulas se tiver formação em pedagogia, por exemplo.

E se você desejar, pode abrir o seu próprio negócio. Que tal?

 

Perfil de atuação

Mas antes, cheque se você leva jeito para trabalhar na área de paisagismo e jardinagem. Se você reúne essas características:

  • Empatia, gostar de gente;
  • Apreciar a conexão com a Natureza, gostar e cuidar de plantas;
  • Criatividade;
  • Disciplina;
  • Proatividade;
  • Gostar de trabalhar em parceria;
  • Curiosidade em ampliar seus conhecimentos;
  • Flexibilidade e facilidade de relacionamento;
  • Familiaridade com tecnologia.

 

Média salarial

As profissões das áreas de paisagismo e jardinagem não são regulamentadas. Por isso, não há um piso salarial referência.

Você precisa determinar os ganhos. No mercado varia muito. Vai depender do tamanho, especificidades do projeto, local, entre outros fatores.

Mas temos uma dica do que considerar para compor o preço.

Para chegar num valor para o trabalho que você vai desenvolver, considere algumas variáveis, como:

  • perfil de cliente, de projeto, espécies de vegetação que vão ser compradas, alimentação, transporte e quilômetro rodado, horas de trabalho de toda equipe, enfim, são itens de despesa e custos para, finalmente, prever o lucro.

 

Inspire-se…

 

Jardins de Roberto Burle Marx: referência do paisagismo mundial.

 

Você tem muitos nomes no paisagismo e jardinagem para se inspirar. O mais conhecido aqui no Brasil, e no restante do mundo, é o Burle Marx.

Com certeza, você já deve ter pisado num dos jardins que ele criou. Foram mais de 3 mil entre internos e externos pelo mundo.

Roberto Burle Marx (1909 – 1994), lenda do paisagismo na arquitetura moderna, nasceu em São Paulo e passou maior parte da sua vida no Rio de Janeiro.

Morou alguns anos com a família na Alemanha, onde aproveitou cursos e eventos culturais do país.

Ficou surpreso e entusiasmado quando visitou os jardins e museus botânicos de Dahlen, em Berlim, onde encontrou exemplares da flora brasileira, sua paixão desde a infância.

De volta, fez curso de pintura e arquitetura no Rio de Janeiro. O primeiro projeto de jardim foi encomendado pelo arquiteto Lucio Costa, responsável pelo Plano Piloto de Brasília.

Depois foi assistente do artista plástico Candido Portinari. Passou a relacionar suas obras paisagísticas à arquitetura moderna na década de 1930. Trabalhou em parceria com muitos arquitetos, entre eles Oscar Niemeyer.

Assinou obras, como o Calçadão de Copacabana (RJ), Conjunto de Pampulha (BH), Parque do Ibirapuera (SP), Congresso Nacional (DF), sede da Unesco em Paris, França, entre muitas outras.

Entre tantas especialidades foi também pintor, escultor, desenhista, designer de joias e até cantor.

Agora é com você!

 

Conheça os cursos técnicos na área de Paisagismo e Jardinagem

 

Colaboração:
Elton
Guedes, docente do Senac São Bernardo do Campo.

 


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