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5 carreiras para quem sonha em trabalhar com games

Conheça as possibilidades de formação nessa área, além de algumas curiosidades sobre o incrível mercado dos eSports.

Foto de jovem que está de frente para dois monitores de computador. Ele usa um headphone e está olhando fixamente para a tela enquanto joga um game de ação.
Trabalhar com games: oportunidades que vão muito além do mercado de entretenimento.

 

Pensando em trabalhar com games, mas está inseguro e tem dúvidas se essa é uma área séria e confiável?

Calma, não desanime!  Talvez você não saiba, mas o universo dos games agita bastante a economia no Brasil e no mundo.

Por trás de toda a diversão dos jogos digitais, há uma indústria e um mercado gigantes que não param de crescer.

E o melhor, empregam muita gente, atendem várias frentes, reúnem consumidores no mundo todo e, consequentemente, movimentam muito dinheiro.

Uma coisa você pode ter certeza: esse setor não perde dinheiro, nem brincando.

Dá só uma olhada.

 

Ilustração de um joystick com quatro botões coloridos e embrulhado com dólares estilizados.
A indústria de games movimenta a economia mundial.

 

Dados de 2018 mostram que a indústria de games fatura US$ 137 bilhões no mundo. Mais do que o faturamento do cinema (US$ 96,8 bilhões), acredita?

Na América Latina, o lucro do mercado de jogos eletrônicos chega a US$ 5 bilhões.

E o Brasil ajuda a engordar esse montante. Nosso país está na 13º posição do ranking mundial do mercado de games.

Veja outros números que impressionam:

 



Em 2018, o Brasil:

  • Faturou US$ 1,5 bilhão;
  • É líder na América Latina;
  • 71,2% das empresas nacionais dessa área faturam até R$ 81 milhões;
  • Em cinco anos, o número de empresas que produz Jogos Digitais cresceu 164%;
  • 75,7 milhões de pessoas consomem games;
  • Está em 3º lugar no ranking mundial de maior número de jogadores de games.


 

Resumindo, a área de games oferece muitas possibilidades para quem quer se especializar e seguir nessa carreira. Ainda na dúvida?

 

Oportunidades que vão além dos jogos de videogame

 

Foto de duas jovens em um laboratório de uma escola. Elas usam aventais brancos. Uma delas utiliza um equipamento de realizada virtual sobre os olhos e segura dois joysticks. A outra jovem segura um dos braços da primeira, tentando auxiliar na atividade.
Trabalhar com games: atividades educacionais podem ser potencializadas com jogos digitais.

 

Mas será que as vagas para trabalhar com games estão limitadas à criação de jogos para entretenimento?

Se sua resposta foi sim, você errou!

No Brasil, há outros setores que utilizam a lógica dos jogos eletrônicos para diferentes áreas: da educação à medicina, de simuladores de voo a aulas virtuais em autoescolas.

Esse processo é conhecido como gamificação.

 



A gamificação é uma metodologia que aplica a estratégia de jogos (não só os digitais) de forma intencional para resolver desafios e mudar comportamentos.
A aprendizagem é potencializada com a ajuda dos jogos ao determinar regras mais claras, metas, obstáculos e premiação.


 

 

Trabalhar com games na educação 

Você sabia que os jogos digitais podem ser utilizados com sucesso no processo de ensino e aprendizagem? Pois é.

E podem ser usados em qualquer área do conhecimento: Matemática, Português, Inglês, Física, etc.

Até a área da saúde já usa essa tecnologia de games para oferecer exames, realizar tratamentos, cirurgias e até para entender mistérios do corpo humano. Legal, né?

Afinal, aprender jogando é bem mais divertido, não acha?

 

A gamificação em treinamentos para empresas

 

Foto de um médico auxiliando um jovem operário em um treinamento com realidade virtual. O jovem está vestido com colete laranja, capacete amarelo e usa um equipamento de realidade virtual sobre os olhos. O médico segura uma das mãos do jovem, auxiliando-o na atividade virtual.
Os jogos digitais podem ser utilizados em treinamentos e simulações em diferentes áreas.

 

As empresas já descobriram o poder da gamificação para treinar seus funcionários.  Hoje, os jogos estão muito presentes em tarefas do mundo corporativo.

Não é à toa que o setor de empresas responde pelo segundo maior produtor de jogos virtuais sérios (aqueles que não são criados para diversão).

O Senac São Paulo, por exemplo, mantém um núcleo especializado que desenvolve treinamentos para empresas que usam a estratégia de jogos para capacitar seus funcionários em diferentes setores. Você sabia disso?


Conheça as 5 carreiras para quem planeja trabalhar com games

 

Você pode já ter certeza que quer realmente trabalhar com games. Mas nem imagina qual função vai ter, na prática, dentro de uma equipe que cria jogos eletrônicos.

Se esse é o seu caso, relacionamos as cinco principais ocupações de um profissional especializado em desenvolver games. Confira!

 

1 – Game Developer (Desenvolvimento de Games)

 

Foto de uma jovem fazendo teste de game. Ela está na frente de dois computadores, enquanto segura um joystick e usa um equipamento de realidade virtual.
O desenvolvedor de jogos faz toda programação de um game.

 

O que faz:  responsável pela programação e quem dá vida ao jogo a partir do roteiro do Designer. Estuda e aplica as linguagens e ferramentas necessárias para construir o game.   

Habilidades: ter conhecimentos de matemática, português, interpretação de texto/roteiro, facilidade de se atualizar em relação às novas tecnologias.

Onde atuar: empresas que constroem e desenvolvem jogos sob encomenda ou para lançamento no mercado.

Salário: de 1,5 a 12 salários mínimos federais, dependendo da experiência profissional, porte da empresa e da complexidade do jogo.   

 

2 – Game Designer

 

Foto de um jovem em frente de um computador, olhando para a tela. Ele usa barba, tem braço tatuado, está com um headphone no pescoço e segura uma xícara de café.
Game Designer: produz roteiros criativos que contam a história de um jogo.

 

O que faz: cria a narrativa, escreve o roteiro para o Game Developer programar o jogo. Define a história, o contexto, regras,  etapas,  desafios, obstáculos, enfim, itens que determinam como o jogador vai passar de fases para vencer o jogo.

Habilidades:  ter noção de programação, gostar de ler, escrever, ouvir música, e desenvolver a criatividade.

Onde atuar: empresas que constroem e desenvolvem jogos sob encomenda ou para lançamento no mercado.

Salário: de 1,2 a 4 salários mínimos federais, dependendo da experiência profissional, do porte da empresa e da complexidade do jogo.  

 

3 – Game Tester (QA)

 

Fotos de dois jovens em escritório enquanto testam um game. Um deles está sentado, com óculo de realidade virtual; o outro está em pé, ao lado, observando seus gestor na interação com o jogo.
Game Tester: faz todos os testes necessários para garantir jogabilidade a um game.

 

O que faz: testa exaustivamente o jogo conforme protocolos e técnicas de teste de nível, caixa preta, jogo isolado, jogo completo etc. Dá aval técnico para liberar o jogo para o mercado. Controla a qualidade do produto.       

Habilidades:  conhecer regras, ter noção de programação, design para expor as falhas identificadas durante o teste.

Onde atuar: empresas que constroem e desenvolvem jogos sob demanda ou para lançar no mercado.

Salário: cerca de 1,5 salários mínimos federais, podendo variar de acordo com a experiência profissional, o porte da empresa e a complexidade do jogo.

 

4 – Marketing

 

Foto de uma jovem olhando e sorrindo para a câmera. Ela está sentado em uma mesa enquanto mexe em um laptop que reproduz gráficos diversos.
Profissional de Marketing: quem cria estratégias de comunicação e vendas para lançar o produto do mercado.

 

O que faz: define as estratégias de lançamento do jogo – (promoção, venda, etc.), em diferentes canais do segmento.     

Habilidades: conhecer o mercado, o jogo a ser comercializado, e interesse por negócios e monetização de games.

Onde atuar: empresas que constroem e desenvolvem jogos sob encomenda ou para lançamento no mercado ou até abrir o próprio negócio.

Salário: de 1,5 a 12 salários mínimos federais, dependendo da experiência profissional, do perfil e do porte da empresa.   

 

5 – Produção Executiva

 

Foto de um jovem sentado em uma mesa de escritório em frente a um computador portátil. Ele usa barba e camisa xadrez.
Produtor Executivo: fica responsável por buscar recursos financeiros para viabilizar o projeto de um game.

 

O que faz: responsável pela captação de recursos para viabilizar o sucesso comercial do jogo.      

Habilidades: noções de administração, de estratégias de marketing e vendas e de produto.

Onde atuar: empresas que constroem e desenvolvem jogos sob encomenda ou para lançamento no mercado ou ter o seu próprio negócio.

Salário: de 2,5 a 16 salários mínimos federais, dependendo da experiência profissional, do perfil e do porte da empresa.  

 




Habilidades essenciais de quem escolha trabalhar com games

Para entrar nesse competitivo mercado de trabalho, além de uma boa formação, é preciso desenvolver algumas habilidades.

  • Facilidade em trabalhar em equipe;
  • Ser flexível;
  • Intimidade com idiomas estrangeiros, como o inglês.


 

Mulheres em destaque!

 

Foto de uma jovem em frente a um game de computador. Ela usa óculos e olha para câmera com um leve sorriso nos lábios.
Mulheres ganham cada vez mais espaço no mercado de games.

As mulheres ainda representam cerca de 20% dos profissionais no mercado de jogos, mas essa distância está diminuindo.

A tendência é de crescimento, como registrou o 2º Censo da área. A pesquisa identificou que, de 2014 a 2018, a presença feminina cresceu 38% na indústria de jogos.


 

E aí, se identificou com algumas dessas carreiras?

Temos uma outra excelente notícia.

Apesar de ser um mercado cheio de possibilidades, ainda há uma carência de profissionais tanto no Brasil como no exterior.

Fazer uma Faculdade de Jogos Digitais pode ser o diferencial para você realmente se destacar no mundo da produção de games.

 

Como é a Faculdade de Jogos Digitais do Senac?

 

Foto de uma tela de computador no momento em que uma pessoa opera um software de animação.
Laboratórios transformam os conhecimentos teóricos em projetos bem práticos.

 

O curso de Bacharelado em Jogos Digitais do Senac é bem prático, simulando em laboratórios as necessidades reais do mercado de trabalho.

Já imaginou criar seu próprio game? Isso mesmo.

Desde o início da faculdade, você já começa a construir o seu projeto de game completo, com todas as suas etapas.

Desde início do curso, você participa de projetos integradores e começa a construir todas as etapas do jogo. A cada semestre, precisa trabalhar com novos elementos e vencer novas dificuldades.

E no Trabalho de Conclusão de Curso, você finalmente desenvolve e apresenta o seu jogo digital completo.

Isso inclui até as estratégias de lançamento do game no mercado e sua publicação em uma loja virtual.

Para chegar lá, você vai aprender:

– linguagens de programação como Java, Javascript, Python e CSharp;
– softwares de modelagem 2D e 3D como 3D Studio Max e Autodesk Maya;
– realidade virtual;
– realidade aumentada, e muito mais.

 

Resumindo, no Senac, a Faculdade de Jogos Digitais mistura programação, design e  artes. Um currículo bem completo para você ter sucesso nessa carreira.

Para te auxiliar na escolha por trabalhar com games, reunimos também informações incríveis sobre o mercado de eSports.

 

5 curiosidades sobre os eSports

 

Foto de um jovem gamer está em uma partida on-line. Ele está usando um headphone enquanto controla o personagem pelo teclado do computador.
Mercado de eSports cresce a cada dia: campeonatos já são comparados a eventos mundiais como a Copa do Mundo de Futebol.

 

Você deve acompanhar os torneios de jogos eletrônicos, conhecido como eSports. Separamos cinco curiosidades sobre essa modalidade que é um fenômeno.

 

 1 – Audiência mundial

 

Foto de equipe de gamers comemoram a vitória em uma partida. Eles estão sentados lado a lado, cada um no seu computador. Eles usam headphone e seus gestos demonstram diferentes emoções: sorrisos, gritos, palmas, vivas...
Campeonatos de jogos eletrônicos movimentam milhares de pessoas em diferentes países.

 

O sucesso dos eSports pelo mundo é impressionante. A audiência é gigante: são cerca de 400 milhões de interessados em esportes eletrônicos, comparados a de uma Copa do Mundo de futebol.

Na China, por exemplo, a final do campeonato de Legue of Legends (LoL) foi acompanhada por 60 milhões de pessoas.

Aqui no Brasil, a audiência desses torneios de jogos eletrônicos é tão grande quanto a dos campeonatos de futebol: cerca de 20 milhões de pessoas acompanham as disputas on-line.

 

2 – Faturamento mundial impressiona

 

Ilustração que reúne a palavra eSports (em branco) e algumas notas de dólares ao redor sobre um fundo azul.
O mundo bilionário dos eSports.

 

Assim como um mundial de futebol, os e-Sports também atraem investimentos de muitos segmentos da economia.

A estimativa é que, até o final de 2019, o faturamento atinja cerca de US$ 1,1 bilhão, o que inclui:

  • patrocínios;
  • espaços publicitários;
  • vendas de produtos e ingressos;
  • taxas para empresas desenvolvedoras dos jogos.

Se continuar assim, projeções otimistas apontam que esse faturamento praticamente triplique até 2022.

 

3 – Estádios exclusivos

 

Foto de uma competição de eSports, na qual dois competidores estão ao centro disputando uma partida. Em primeiro plano, uma plateia lota o espaço. A torcida agita os braços.
São cada vez mais comuns os espaços dedicados às competições de eSports.

 

A procura por acompanhar as competições de eSports é tão grande que Estados Unidos e Coréia do Sul já têm arenas próprias para acolher os campeonatos de jogos eletrônicos.

Até o tradicional clube espanhol de futebol Real Madrid lá planeja entrar nessa disputa com a construção de um ambiente para esses torneios.

Já imaginou a energia de eventos com esse?

 

4 – Publicidade

 

Moça utilizando óculos de realidade virtual, várias imagens de diversos tipos, projetadas no espaço ao seu redor, com linhas conectando-as.
Os games e suas diversas possibilidades no mercado publicitário.

 

Com o crescimento da audiência e do consumo dos esportes eletrônicos, o radar das grandes empresas fica ligado.

A Nike, por exemplo, estreou no esporte de jogos eletrônicos em 2018. A empresa elegeu o jogador chinês profissional de League of Legends, Jian “Uzi” Zihao, como seu embaixador oficial.

Ele se junta ao ídolo norte-americano, LeBron James, pivô do Los Angeles Lakers da NBA.

Outras marcas de peso também investem nos eSports como: Gillete, Coca-Cola, Burger King e Mercedes Benz.

 

5 – Games e a Inclusão

 

Silhueta de jovem de costas, do ombro para cima, usando fones de ouvido e jogando game em ambiente escuro. Ao fundo, tela monitor com imagem desfocada do jogo.
Quem quer trabalhar com games precisa pensar em garantir acessibilidade e inclusão nos projetos.

 

Os desenvolvedores de jogos digitais têm outro grande desafio. Eles também precisam criar soluções criativas para garantir a inclusão nas diferentes plataformas.

O Japão, por exemplo, lançou um torneio de League of Legends exclusivo para pessoas com deficiência.

Os competidores têm acesso a um centro adaptado, com equipamentos voltados para diferentes limitações.

Aqui no Brasil temos uma iniciativa incrível na Fundação Afroreggae, na Favela do Vidigal, no Rio de Janeiro. O projeto ganhou o nome de Afrogames.

Cerca de 100 garotos com idade a partir de 12 anos estudam e treinam League of Legends, aprendem a programar e até incluir a trilha sonora nos jogos eletrônicos.

Agora, eles passam a ter a oportunidade não só de competir, mas também de seguir a carreira e trabalhar com games. Legal, né?

 


 

E aí, se animou?

Agora você tem muitos motivos para investir em uma carreira na área jogos digitais e entrar para um mercado que só tem a crescer!

Que tal começar por uma Faculdade de Jogos Digitais?

Conheça o curso Bacharelado em Jogos Digitais do Centro Universitário Senac – Santo Amaro e inscreva-se no Vestibular 2020.

 

Fontes:

2º Censo da Indústria Brasileira de Jogos Digitais
Brazil’s Games Market
19ª Pesquisa Global de Entretenimento e Mídia da Pricewaterhouse


Colaboração:
Fábio Aparecido Gamarra Lubacheski, coordenador do Bacharelado em Jogos Digitais do Centro Universitário Senac.

 


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